sábado, 2 de abril de 2016

POESIAS MINHAS

Nordestino
Povo alegre que se anima
Do sertão ao litoral
Tem seca mas tem carnaval
Tem vaquejada e festa junina...

Povo cor do sol do sertão
De olhar que aquece e ilumina
Tanto aprende quanto ensina
Uma moda nas cordas do violão...

Sabe tirar da seca uma melodia
Desenrola o cordel e a poesia
Descreve com rima seu destino
Orgulho de ser nordestino...

Terra do poeta e do vaqueiro
Chão de um povo brasileiro
O forró a cantiga e a pinga
Quem aqui chega se anima...

Nordeste de um povo hospitaleiro
De homem forte e guerreiro
Eita nordeste de paixao
Terra do velho Gonzagao... 







 
Eu

Pássaro que voa
Semente que brota
Brisa que passa
Sorrindo a toa...
 Eu
Jardim entristecido
No deserto esquecido
Esperando a chuva
Para poder brotar.



 


Ontem

Fui um vulcão
Disposta a explodir
Jogar minhas larvas
Aonde não posso ir...
 Hoje
Sou essa larva
Recolhida dentro de mim
Descrente de tudo
Sou a chama apagada
Esperando o fim...
Amanhã
Quero ser luz
Dançar nas estrelas
Embeber-me de lágrimas
Imortalizar nos versos
Reviver o reverso...

E assim
Espalharei a minha poesia
Em qualquer lugar
Onde um dia
Ela possa brotar...




 

Acordei

Pintei a vida de vermelho
Colhi frases no espelho
Salpiquei versos no telhado
Sai serpenteando
Nessa vida colorida
Sem mais nada sofrida
Só meus versos encantando...
E no mundo de ilusão
Fui arteira
Sapeca
Fui até uma canção...
 Acordei fiquei triste
Na realidade pouco existe
A vida fica sem cor
Esquecem-se até do amor...
Dos momentos de lembranças
Nada volta mais
A pureza de criança
Isso ficou para trás... 
 

 


 
 
Quantas vezes
 Pensamos fazer algo diferente
Que contagiasse muita gente
Que penetrasse a nossa alma
Que viesse trazer a calma...
Quantas vezes
Pensamos nessa vida  de tempos conturbados
Onde a cada dia vivemos assombrados
Liga a TV   e o que se vê -  jovens assaltando
Famílias se desestruturando...



 

Amar

É como o rio e o mar
Que se abraçam
Como a beleza de amar
Enlaçam-se e se amam...

É como a morte e a vida
Ora feliz ora sofrida
É como a razão e a emoção
O poeta e a canção...

É a veia que inspira
O desejo que vibra
É o verso que protesta
Na caneta do poeta... 
 
 


 
 

Sonhos

Meu grito
O apelo
No pulsar do coração
A porta se abre
Corro em tua direção.
Na cama
Gritos abafados
Lençóis espalhados
Corpos se fundem
Um só se forma
Na ânsia dos desejos
Enroscam-se...