Povo alegre que se anima
Do sertão ao litoral
Tem seca mas tem carnaval
Tem vaquejada e festa junina...
Povo cor do sol do sertão
De olhar que aquece e ilumina
Tanto aprende quanto ensina
Uma moda nas cordas do violão...
Sabe tirar da seca uma melodia
Desenrola o cordel e a poesia
Descreve com rima seu destino
Orgulho de ser nordestino...
Terra do poeta e do vaqueiro
Chão de um povo brasileiro
O forró a cantiga e a pinga
Quem aqui chega se anima...
Nordeste de um povo hospitaleiro
De homem forte e guerreiro
Eita nordeste de paixao
Terra do velho Gonzagao...
De olhar que aquece e ilumina
Tanto aprende quanto ensina
Uma moda nas cordas do violão...
Sabe tirar da seca uma melodia
Desenrola o cordel e a poesia
Descreve com rima seu destino
Orgulho de ser nordestino...
Terra do poeta e do vaqueiro
Chão de um povo brasileiro
O forró a cantiga e a pinga
Quem aqui chega se anima...
Nordeste de um povo hospitaleiro
De homem forte e guerreiro
Eita nordeste de paixao
Terra do velho Gonzagao...
Eu
Pássaro que voa
Semente que brota
Brisa que passa
Sorrindo a toa...
Eu
Jardim entristecido
No deserto esquecido
Esperando a chuva
Para poder brotar.
Ontem
Fui um vulcão
Disposta a explodir
Jogar minhas larvas
Aonde não posso ir...
Hoje
Sou essa larva
Recolhida dentro de mim
Descrente de tudo
Sou a chama apagada
Esperando o fim...
Amanhã
Quero ser luz
Dançar nas estrelas
Embeber-me de lágrimas
Imortalizar nos versos
Reviver o reverso...
E assim
Espalharei a minha poesia
Em qualquer lugar
Onde um dia
Ela possa brotar...
Acordei
Pintei
a vida de vermelho
Colhi
frases no espelho
Salpiquei
versos no telhado
Sai
serpenteando
Nessa
vida colorida
Sem
mais nada sofrida
Só
meus versos encantando...
E
no mundo de ilusão
Fui
arteira
Sapeca
Fui
até uma canção...
Acordei fiquei triste
Na
realidade pouco existe
A
vida fica sem cor
Esquecem-se
até do amor...
Dos
momentos de lembranças
Nada
volta mais
A
pureza de criança
Isso ficou para trás...
Quantas vezes
Pensamos fazer algo diferente
Que contagiasse muita gente
Que penetrasse a nossa alma
Que viesse trazer a calma...
Quantas vezes
Pensamos nessa vida de tempos conturbados
Onde a cada dia vivemos
assombrados
Liga a TV e o que se vê - jovens assaltando
Famílias se desestruturando...
Amar
É como o rio e o mar
Que se abraçam
Como a beleza de amar
Enlaçam-se e se amam...
É como a morte e a vida
Ora feliz ora sofrida
É como a razão e a emoção
O poeta e a canção...
É a veia que inspira
O desejo que vibra
É o verso que protesta
Na caneta do poeta...
Sonhos
Meu grito
O apelo
No pulsar do coração
A porta se abre
Corro em tua direção.
Na cama
Gritos abafados
Lençóis espalhados
Corpos se fundem
Um só se forma
Na ânsia dos desejos
Enroscam-se... 